Seguuuuura…

fev 25th, 2013 | By | Category: Pitacos

 

Sexta-feira, hora do rush, o trânsito daquele jeito e eis que, de repente, algo me chamou à atenção. Bem que poderia ser apenas aquela potente motocicleta que o cidadão pilotava, mas não. O indivíduo teve a cara de pau, ou melhor (ou pior, sei lá), a irresponsabilidade de transportar em sua moto uma criança que, no máximo, deveria ter seus 04 anos de idade. Um pingo de gente!

Confesso que a cena foi marcante. Eu já vi inúmeras coisas no trânsito, mas aquilo me deixou pasmo. O menino estava quase se perdendo na garupa, com seus pezinhos sem qualquer apoio, e se agarrando àquele “cara” como se fosse um cowboy de rodeio em seu touro. Ah, detalhe, eles ainda estavam entrando em uma BR.

Temos a mania de não enxergar o que fazemos de errado e, quando enxergamos, temos o vício de achar que nada de ruim acontecerá (a famosa culpa consciente do direito penal). E quando acontece, teimamos em procurar desculpas e tentar transferir a responsabilidade (ou parte dela) para terceiros.

Neste caso, se perguntado, provavelmente o sujeito responderia que o trajeto era curto; que o garoto já estava acostumado; que ele segurava firme; ou até mesmo que não sabia que aquilo era proibido. Blá, blá, blá…

O Código de Trânsito é claro, claríssimo em seu artigo 244: conduzir motocicleta transportando criança com idade inferior a sete anos configura infração gravíssima. E mesmo que não existisse tal regra, bastava o cidadão olhar para trás e ver como estava “confortável e em segurança” aquele menino.

No trânsito, fatalidades acontecem. Mas, infelizmente, irresponsabilidades também… e em grande número.

Até quando???

Thiago Henrique de Oliveira

3 comments
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  1. Muito bacana seu texto, realmente no trânsito diariamente nos deparamos com situações parecidas e cada vez mais alarmantes.

    De fato acidentes acontecem mas a maior causa disso é justamente a irresponsabilidade ou simplesmente: imperícia, imprudência e negligência.

  2. Imprudência! Um dos maiores vilões do trânsito Brasileiro. Ótimo texto!

  3. É Brasil, né?!

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